biografia

Cacique Nair

Autor(es): Nair Francisca da Silva
Categorias:Estado, Amazonas, Etnias, Apurinã, Biografia
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Nair Francisca da Silva, Carachipa  (Autobiografia)

 

Meu nome é Nair Francisca da Silva; na língua apurinã, Carachipa. Nasci no Tumiã, município de Pauini, Amazonas. Fui criada lá, me casei lá, fiquei viúva lá e, de lá, eu vim para cá e até hoje em dia estou aqui, na Terra Indígena Caititu. Eu vim de lá do Tumiã com meu pai, minha mãe, meu irmão e meus filhos. Aí, nós chegamos aqui. Meu pai veio primeiro. Ele disse assim: “Minha filha!”. Eu disse: “Papai, procura um lugar para nós”. Ele disse: “Sim, minha filha”. E papai primeiro disse: “É Manaus”. Ele achava que aqui (Lábrea) era Manaus. “Eu vou lá em Manaus. Vamos morar em Manaus”. Porque a gente não sabia que era Lábrea. Ele disse: “Bora ali em Manaus”.

Ele veio. Meu padrinho, Raimundo, companheiro, trouxe ele. Então, ele achou o primo dele, o chamado João Grande, primo do meu pai. Eles conversaram lá, aí eu disse: “Primo, onde tu mora?”. E o primo disse: “Com quem tu vinha?”. Meu pai respondeu: “Eu vinha mais o meu patrão…”. O primo disse: “Tu tem pai e mãe  ainda?”. Ele disse: “Não”. O primo: “Tu tem parente?”. O papai disse: “Tenho não”. Aí o primo disse: “Por que tu não mora mais eu?”. O meu pai falou: “Tu tem terra? Onde tu mora?”. O primo disse: “Dentro do Caititu. Tu vem mais a tua família”. Meu pai disse: “Minha filha me mandou procurar uma terra, porque ela ficou viúva, então ela não pode mais ficar lá, naquele canto. Também nós não temos nada para lá, nós não temos fosca (fósforo), não riscamos mais fosca, nós não comemos sal”. Acabou, tudo ele disse.

Então, o primo trouxe ele para o Caititu. Foram lá dentro, olharam e o primo tirou para ele um pedacinho de terra. E disse: “Meu primo, está aqui. Quando você vier, toma com tudo a terra para o senhor morar. Eu estou te dando, porque eu fui o primeiro que habitou aqui no Caititu. Fui eu que tirei. Então hoje eu estou dando para o senhor”. Meu pai pegou, marcou já a terra para ele. Aí, ele foi; passou duas semanas, ele subiu, foi embora. Chegou lá, nós ficamos lá cortando seringa. Ele chegou! De tardezinha, nós escutamos o motor a zuar. Minha mãe disse: “Minha filha, será papai?”. Eu respondi: “Não sei, papai já foi há muito tempo”. Aí, ela disse: “É muito tempo mesmo! Será papai? Uma hora dessas, motor zuando?”. Aí, sentados lá, com pouco tempo, ele trouxe uma maletona. Eu disse: “É papai mesmo! É papai, mamãe, é papai! Chegou, sim!”.

A nossa  casa era  tapirizinho, terreiro mesmo no chão – no chão mesmo, tinha umas paxiúbas. Chegou aí, ele disse assim, na língua nossa (apurinã), o que ele trouxe. Ele trouxe as coisas, puxou lá e mostrou as roupas que ele trouxe. Sandália, ele trouxe, mas nós não calçamos a sandália. Aí, ele amarrou a sandália com um cipó, amarrou para cá no dedo, para não cair do pé.  Experimentou, aí está bom, aí botou lá, guardou. Ele sentou com a gente e disse: “Olha, minha filha, eu achei uma terra, eu achei meu primo, eu achei meu parente lá em Manaus. Ele me deu um pedaço da terra já para nós morarmos”. Eu disse: “Ah, papai, está bem!”. O papai disse: “Vamos pagar a conta tudinho e vamos  embora”.

Durante um mês ainda estamos lá cortando seringa, para nós podermos pagar nossas contas. Nós tínhamos comprado uma roupinha, um salzinho. Aí, a finada minha mãe disse: “Vou vender minhas coisas, os cacos todinhos”. A gente não tinha prato, era só caco – caco, que chama – do barro. Aí, ela juntou tudinho, os cacos, o camburão e o pote, botou e bora lá no patrão. Ela disse: “Ei, patrão! Vim aqui vender essas coisas, porque nós vamos sair”. Ele disse: “Quanto você quer?”. A mamãe falou: “Nós queríamos pagar nossa conta”. O patrão falou: “Espera aí, vou olhar aqui!”. E a mamãe disse: “E eu quero vender também meu roçado, meu bananal, o meu  abacaxizal. Eu quero que você compre para pagar minha conta, a conta do meu filho, a conta do meu marido e a conta da minha filha. Eu quero pagar com a minha fruteira”. O patrão disse: “Sim, está bem. Com o roçado e suas coisas, estão pagas suas contas. Aonde vocês vão?”. A mamãe respondeu: “Vamos baixar para Manaus”. E ele disse: “Está bem”.

Daí, compramos todinhas nossas coisas e a gente começou a se organizar para poder baixar para cá. O finado papai – o nome dele é Tiago – organizou tudinho. Não é canoa, não é batelão, não é motor: é remo, com casca de pau de cinco metros. Ele tirou a casca de pau, para nós podermos baixar. Aí, ele tirou, fez a canoa – a casca, como a gente chama. Organizou ela bem, pronto. Botou o banco de paxiúba – que não tem a tábua. Ele descascou tudinho, botou no meio, botou na frente, botou nos outros cantos todinhos. Nesse canto, nós botamos nossa farinha, nosso beiju, nossa massa e o camburãozinho onde nós cozinhávamos nosso peixinho.

Em junho, nós saímos. Acabou junho, julho e aí, no final de agosto, nós chegamos aqui. Não tinha toldo, não tem motor. Viemos no remo. Descapelou nós, descapelou tudinho. Nós pegamos muito sol. Mas nós chegamos e hoje em dia estou aqui, graças a deus. A luta é grande, a luta é sofrimento – a gente sofreu para procurar um canto melhor. Mas, graças a deus, a gente venceu, e venceu mesmo. Uma coisa mais doída é que, se você não tem nada na vida, tu não tem um centavo, não tem ninguém para arrumar para ti. Você até chora. Mas a gente nunca chorou. Como diz meu irmão Issac, hoje da Fundação Nacional do Índio (Funai): “Olha, dona Nair, a senhora é uma mulher, uma guerreira. Nunca chegou aqui e disse assim: ‘Eu quero tanto isso’. Você, minha irmã, nunca. Durante anos, ela mora aí. Ela é uma pessoa batalhadora, ela venceu a chuva, dor amarga e o fel’”. É verdade, tudo que a gente venceu. Esse lugar aqui, a batalha é grande. Tudo que a gente passou – eu, pelo menos, passei, como hoje estou contando esta história. Não é para qualquer mulher, não. Tantas vezes que eu venci aqui e eu ainda estou vencendo.

A luta é grande. Agora, sou cacique. Pronto, aí completou uma luta. Ave Maria, se importar com o que importa mesmo, porque a coisa é complicada. Aqui, quando era para eu ser cacique, primeiro, eu planejei. A quatro comunidades, eu fui, ajudei, para poder um dia ser cacique. A primeira foi Nova Fortaleza. Demorei quatro anos. Aí, eu ajudei todo mundo, organizei junto com as pessoas de ir lá sentar, ajudá-los no trabalho que eles faziam. Eu ajudava. Ajudava meus meninos. Pelo meu filho, pela minha filha, ajudava tudinho. Todo mundo gostava de mim, porque eu ajudo a pessoa que necessita. Eu vou lá e ajudo no trabalho, eu ajudo na reunião. Eu saí de lá muito sofrida. A gente não tem canoa, não tem motor para vir para cá. Eu sentei mais o meu cacique e disse: “Vou sair neste ano. Eu não quero mais morar aqui”. Ele perguntou: “Por quê?”. E eu disse: “Porque aqui, todo dia, não tem sal, não tenho fosca, não tem nada. Eu já ajudei a comunidade de vocês por quatro anos. Pois, então, eu vou sair”. Ele disse: “Sim, tudo bem. Quando você quiser voltar, estão abertos o caminho e a casa”.

Eu saí de lá e cheguei em uma ponta de terra, onde fiquei morando dois anos. Ajudei o João Baiano aqui, do jeito que eu ajudei lá. Disse: “Vou ajudar aqui, vou entrar na comunidade dele”. Sentei com ele, conversei: “Cacique, se me der um pedaço de terra, eu ajudo você”. Ele respondeu: “Pois não, dona Nair, está aí”. Aí, fiz a minha casinha, fiz meu roçado, fiz meu plantio todinho. “Vai ter reunião?” “Sim”, ele disse que ia ter reunião. Eu estou lá escutando, estou lá ajudando meu cacique. O seu João saiu, nós saímos. Desmanchei tudo lá, não sei por quê. Aí, nós saímos e eu fiquei na ponta de terra daqui. Eu fiquei pensando: “Meu deus, e agora?”.

Aí, eu encontrei o Tato, morei lá um ano, ajudei também lá – o pessoal de lá era muito legal comigo. Ajudei lá, estudei com eles. Aí, eu disse: “A partir de hoje, vou procurar uma terra para mim”. Aí, chegaram aqueles meus meninos, interessados, estudando. Meu filho agora é agente de saúde, ele se esforçou, estudou. Eu vi o interesse e fiquei assim pensando. Aí, esse meu marido disse: “Procura uma terra para você. Você, como indígenam tem terra. Não pode morar no branco, não pode consultar no branco. Tem que arranjar uma terra para ti”. Aí, chamei meus meninos. “Mamãe, e agora?” “Não sei.” Aí, pensei: “Vou lá no irmão Issac. Eu vou lá na Funai”.

Toda a vida, eu fui interessada, nunca esperei por ninguém. No tempo do meu pai, do mesmo jeito, e, hoje em dia, do mesmo jeito. Eu fui lá para o Tira Barro, cheguei lá, ficou um monte de gente assim, dizendo: “Boa tarde”. Eu respondi: “Boa tarde!”. Eu perguntei para o porteiro: “Seu Issac está aí?”. Ele disse: “Está. Que falar com ele?”. Eu respondi: “Quero”. Ele entrou e seu Issac disse: “Diga para ela esperar aí”. Demorou um pouco, ele me chamou. O seu Issac falou: “Diga para dona Nair entrar. Senta aí, dona Nair. Boa tarde, pode falar”. Eu falei e ele disse: “Pois não, dona Nair, tem a terra aí”. Esse tempo, essa terra estava abandonada. Não tinha nada, nenhum passarinho para morar aqui, a terra desocupada daqui até o seu Marcelino. A minha filha mais velha disse: “Mamãe, bora tirar aqui?”. “Então, bora”.

Aí, nós tiramos aqui. Nós começamos a tirar aqui, fizemos broca. O seu Issac disse: “Olha, dona Nair, quando você tirar, se alguma pessoa chegar lá com a senhora, brigando com a senhora por causa da terra, venha onde eu estou”. Eu broquei aqui, graças a deus, e nunca ninguém chegou aqui brigando comigo. Eu fiz em paz com a comunidade, graças a deus. Trabalhei dois, três anos, consegui tudo prontinho, uma luta. Hoje em dia, estou aqui, está aqui uma luta grande.

Aí, sentaram comigo, eu sentei com o pessoal da Federação das Organizações e Comunidades Indígenas do Médio Purus (Focimp), fiz reunião com eles. Aí, o meu irmão Issac, da Funai, disse: “Olha, quem vai ser o cacique é a senhora”. Eu disse: “Eu?”. Ele disse: “É a senhora mesmo”. Eu disse: “Não!”. Ele falou: “É a senhora, porque a senhora já está velha, e a senhora é que vai tomar conta do seu povo”. Aquilo, para mim… “O que eu vou fazer? O que eu vou dizer?”. Aí, ele disse: “Depois a gente vai sentar com a senhora, e a senhora vai ser, sim. Tu concordas?”. Eu disse: “É o jeito, porque, das meninas, nenhuma quer”. Aí, eu fiquei. Depois, eles vieram aqui. Ele disse:  “Dona Nair, a partir de hoje, aqui, você, como liderança, senta com teu povo, conversa com teu povo”. Sabe, a mulher, primeiro, tem vergonha. E eu não ia deixar. Aí, eu fiquei pensando. Eu disse: “Não, a partir de hoje… Toda a vida, eu sou mulher. Vou mostrar o caráter de mulher”. Fiquei mesmo. Eles me orientaram: “A partir de hoje, tu vai fazer isso, isso e isso. Aí, tu vai em reunião, tu vai para lá, tu vai apresentar e tu vai fazer isso”. Aí, eu disse: “Meu deus!”. “Está bem, é isso que tu vai fazer.” Aí fiquei pensando: “Está bem, tudo bem”.

Minha coragem, toda vida mesmo, eu trabalhei aqui. Os meninos que ficaram aqui trabalharam. Nós conseguimos, graças a deus. Até hoje. Não sei quantos anos esta comunidade tem. E a luta continua. Eu fui à reunião – quase todo o ano, estava nas reuniões. As pessoas viam minha coragem e diziam assim: “Ah, meu deus do céu”. Eu chegava lá e falava que a comunidade precisava de ajuda, tudo eu falava. A coragem é tua, não é para matar, não. Coragem mesmo. E, pronto, a gente se acostumou, até hoje, graças a deus.  Estou aqui ainda, conversando, dizendo o sofrimento que a gente passou, mas melhorou muito. Quando a gente chegou, tinha um tapirizinho aqui e um tapirizinho ali. Pingava tudo quando chovia, tinha que juntar ali a folha para colocar. No outro ano, já acabava; aí, de novo: “Ô, meu deus!”. Botava o mosquiteirinho assim. O sofrimento  era grande. Aí, eu disse: “Vamos comprar alumínio”. Fizemos nossa casa de alumínio, compramos as tábuas, graças a deus. Hoje, repara aqui, isso melhorou. A grande vida mesmo aí. Muitos anos de luta e a gente não volta. A luta da gente. Enquanto está vivo, está lutando, e é assim.

Depois que eu cheguei aqui, não cortei mais seringa, não trabalhei mais na sova.  Eu fazia seringa, borracha e a sova, eu vendia. Trabalhava muito. Hoje, não. Hoje trabalho só no plantio, a gente faz muito plantio. A gente não trabalha mais na seringueira. A gente faz farinha e vende. Planta banana, cará, macaxeira. Só que não compram muito, não, é mais para comer, a gente planta. A farinha, a gente vende.

Hoje, aqui na comunidade São José, parece que tem quatro famílias que ficam aqui – o meu filho, meu genro, minha nora, meu filho, meu irmão. Ficamos aqui mesmo, mas ainda vão continuar chegando pessoas. Ficam falando para mim, para entrar. Eu digo: “Se quiser, entra aí”. Eu não sovino a terra, não. Não vou levar terra quando eu morrer. Meu parente ali que morava no outro lado quer embarcar para cá. Por mim, você pode vir morar aqui, a gente quer dizer que está bem.

Um problema aqui é que tem muita droga. Só a gente que tem fé que aguenta. Tem gente trazendo droga para a comunidade. Eu, quando trabalhei na comunidade, nunca consegui nada. Não tem nenhum centavo para comprar pão e a pessoa vai trazer pó. Eu expulsei um parente da comunidade. Eu disse: “Vai para lá, aqui eu não quero perturbação”. E foram para lá, estão para Lábrea. Pode virar, pode fumar, tudo, mas aqui eu não quero, não, quero não. E eu não quero bebida aqui também, do mesmo jeito, eu não quero nada aqui. Porque, quando conseguimos a comunidade, nós não conseguimos com a bebida, não conseguimos com o fumo, nós não conseguimos com a cola: conseguimos na luta, na união. Vamos trabalhar, todo mundo trabalhando e, justamente, está aqui. Agora, se nós conseguíssemos na bebida, na droga, na cola, aí eu ia apoiar. Eu não fumo – nem rapé, não cheiro. Então, por isso, hoje, ficam achando ruim, porque eu falo: malfeito, eu não aceito aqui. Trabalhar é bom, mas eles só arrancam tudo. “Meu deus do céu, gente, meu deus! Não faça isso, não!” Eu estou cansada de orientar esse pessoal. E nem isso. Eu digo: “Vamos plantar, gente, para um dia dizerem assim: ‘Que pessoa boa’”.  Eles foram, eu  fiquei. Só  vou sair daqui quando morrer; enquanto não, nunca ninguém me tira daqui. Vão me enterrar aqui, se tiverem  coragem. Eu já falei: “Se não tem coragem de enterrar, joga no buraco. Está morto, não está vivo. Está morto, pronto, acabou, toca para a frente”. Minha mãe morreu aqui, meu pai morreu aqui. Eu não disse assim: “Vou abandonar, porque eu não tenho mais meu pai, minha mãe”. Eu aguentei a dor grande e hoje em dia estou aqui.

É bom cultivar onde a mãe da gente deixou. Minha mãe nunca deixou nada para mim. Nem um tapiri ela deixou para mim, mas agora eu vou deixar para os meninos. Está aqui: a terra está tirada, a luta que a gente deixa para eles. Então, é deles. Estou lutando, que eu sou como a mamãe, como papai. A terra é para eles, para vocês cultivarem, para vocês zelarem. Disseram que um dia o governo, não sei o quê, vai tomar esta terra. Eu disse: “Vocês quem sabem. Antes disso, vocês não abandonam. É de vocês esta terra, não é minha”. Nós plantamos nela. Só quem trabalha aqui é meu filho. Esse outro aí, meu genro, está na luta. Estamos na luta e zelamos mesmo aqui, tudinho. Aí, deixa ela aqui, pára um pouquinho, continua de novo. Todos os anos, a luta é grande, o trabalho deles. Mas temos ganho: tem mais em cima da terra. O que nós plantamos, nós podemos vender, podemos comprar as coisas para nós. Porque hoje a terra está aqui, tem tudo, tem saída: cará tem saída, macaxeira tem saída, farinha tem saída, banana tem saída. Cebola, nós não plantamos. Então, tudo que nós plantamos aqui tem saída para nós.

E nós somos indígenas puros mesmo, sem mistura de Paumari. Indígenas puros. Nós estamos aqui. Aqui, todos falam apurinã. Aqui, minha filha, meu filho, meu filho aí, todos falam na língua tudinho. Esse meu filho que é professor fala, minha filha fala tudinho, a minha filha fala. As crianças, poucas sabem. Elas sabem pouca coisa, assim: “castanha”, “fogo”, “água”. Tudo eles sabem, tudo, tudo, tudo. Eles entendem um pouco, eles estudaram. Nós temos escola aí. Meu filho, durante um tempo, ensinava na língua indígena, mas agora não sei como vai ser, não, pois a prefeitura não contratou mais.

 

 

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