biografia

Cunhambebe

Autor(es): Geraldo Gustavo de Almeida
Biografado: Cunhambebe
Povo indígena: Tamoios
Estado: São Paulo
Categorias:Biografia, Estado, São Paulo, Etnias, Tamoios
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O mais temível entre todos os tamoios. Era o terror dos portugueses. Sua influência ia de Angra dos Reis a Ubatuba e todos os principais lhe rendiam irrestrita obediência. Foi o primeiro chefe de Confederação dos Tamoios, cujo objetivo maior era expulsar os invasores portugueses, com a destruição de Piratininga, defendia por Tibiriçá. Cunhambebe não temia a artilharia e era o primeiro a sacrificar-se nas ocasiões de perigo. Implacável com os inimigos. Era bastante alto e forte, mas sobretudo vaidoso dos seus feitos. Mandou libertar o alemão Hans Staden só porque este fez elogios à sua vocação marcial. Guardava como troféus seis canhões, uma espada e um hábito de Cristo que parece ter pertencido ao padre Rui Pinto. Possuidor de uma força descomunal, conseguia suspender e andar com dois canhões: um debaixo de cada braço. A ele assim se refere Rocha Pombo: “Este índio foi o tipo de selvagem na sua expressão mais repelente. Tinha ele uma força e uma estatura e uma corpulência de Ciclope, uma coragem de bruto obsecado, uma dureza e ferocidade de monstro. Em outras condições daria um Átila, talvez ainda mais devastador. Desvanecia-se de abalar a terra com o seu tropel. Nunca perdoou a um português”. Cunhambebe, o bravo, morreu de peste entre 1554 e 1560. Os autores divergem quanto ao significado do seu nome: “O voar da mulher”, “O que fala arrastado”, “O gago”, etc. Sua aldeia ficava entre a atual cidade de Angra dos Reis e a vila de Mambucaba. Um filho de Cunhambebe, também com o mesmo nome, não herdou as qualidades guerreiras do pai. Foi mais conciliador, embora tenha colaborado com a Confederação. Foi este quem conduziu o padre Anchieta de Iperoig a São Vicente após a paz acertada entre portugueses e tamoios, logo depois quebrada pelos brancos.