biografia
MÁRIO JURUNA
Autor(es): Maria Letícia Apolinário Ferreira
Biografado: Mário Juruna
Nascimento: 1943
Morte: 2023
Povo indígena: Xavante
Estado: Mato Grosso
Categorias:Biografia, Etnias, Juruna, Estado, Mato Grosso, Etnias, Xavante
Tags:Juruna, Masculino, Mato Grosso, Xavante
1.1 – CONTATOS:
Nascido em 03 de Setembro de 1943 no estado do Mato Grosso, Mário Dzuruna Butsé foi filho de Mercedes Ro´ Otsisina (que pouco se sabe a respeito nos documentos oficiais, demonstrando a invisibilização crônica das mulheres indígenas) e Isaías Butsé- cacique dos Xavante conhecido como Apoenã. Seu pai foi figura central na união dos povos Xavantes e mediador do contato oficial da etnia com o Estado brasileiro durante o processo de pacificação do Governo Vargas , conhecido como “Marcha para o oeste”[1], do extinto órgão SPI (Serviço de Proteção ao Índio).
Ainda na infância, na aldeia experienciou vivências tipicamente tradicionais dos povos Xavantes com atividades de vida coletiva e heranças culturais. Em 1955, aos 12 anos, forma aliança matrimonial com Maria Luísa – indígena Xavante na qual após os 19 anos do biografado, no ritual masculino do furo de orelha, vai viver junto a Mário e seria companheira e mãe de seus filhos[2]. Mário Juruna apenas teve aproximação de pessoas não indígenas entre os 15- 17 anos de idade no processo de fuga dos ‘posseiros’[3] de Batovi, passando pelo Araguaia até Rio das Mortes .
O contato inicial de Mário com os ‘brancos’ se deu no encontro dos irmãos Villas-Bôas, – indigenistas que mantiveram ligações de inúmeras etnias aconselhando-os a permanecer na Serra do Roncador durante a Expedição Roncador- Xingu[4], parte da política integracionista de Vargas, e foram essenciais para a criação da Reserva do Parque Índigena Xingu.
Uma possível interpretação jornalística pelo Diário de Cuiabá[5] sugere que a escolha do sobrenome Juruna pelo líder indígena Xavante se dá pela relação para com os Villas-Bôas, que mantinham fortes vínculos com o povo Juruna, situado no Sul do Pará. De todo modo, anos depois, em 1983, Juruna teria certas divergências políticas no âmbito da demarcação de terras após uma fala do Orlando Villas-Bôas referente à participação indígena ser desnecessária no processo demarcatório[6].
1.2 – VIDA POLÍTICA E O GRAVADOR:
Em 1974, aos 31 anos, se situa na Barra do Garças (MT) e funda a aldeia Namunkurá numa expressão de reorganização política dos Xavante. Após a morte do pai Apoenã[7], em 1978, diferente do esperado parente Uarobi, é Mário quem assume as responsabilidades como cacique de seu povo. A atuação como líder e porta-voz das causas indígenas se dá na ida a Brasília, no fim da década de 70, para solicitação de mantimentos e víveres destinados aos Xavante.
A partir deste momento, torna-se figura central na luta indígena ao percorrer pelos espaços públicos institucionais portando um gravador como artifício de proteção , captando no objeto as violências, corrupção e promessas que o movimento originário sofria por políticos e líderes de influência. Conhecido como ‘índio’ do gravador, Mário enviava as fitas com os áudios para a mídia como forma de denúncia.[8]
Ainda nos anos 70 começa a enfrentar complicações[9] com o órgão indigenista brasileiro, que passou a proibir o encontro dos Xavante com outras etnias como os Terena, Carajá e Nambiquara para discutir sobre a situação dos povos indígenas no Brasil.
Durante sua viagem à Europa para o IV Tribunal Russell, em 1980, foi nomeado presidente de honra na Holanda, porém devido à legislação brasileira da época, quase não assumiu o cargo já que seu passaporte havia sido negado pela FUNAI (à época, Fundação Nacional do ‘Índio’), que tutelava[10] por lei autorizações e decisões dos Povos Indígenas.
Ao se ausentar do Brasil, Mário afirma ter sido vítima da mesma entidade pelo afastamento quanto às suas atribuições de liderança em sua aldeia, por um abaixo-assinado[11] proposto pelo órgão e veiculado em Namunkurá. Tal ação pode ser interpretada como uma tentativa política institucional de silenciamento num momento de exercício de poder originário. Assim, torna-se, com pesar, ex-cacique do povo Xavante.
Em Agosto de 1982, com incentivo do então político e fundador partidário Leonel Brizola, Juruna filia-se ao PDT (Partido Democrático Trabalhista) e expressa de imediato sua candidatura a Deputado Federal pelo Rio de Janeiro. No ano seguinte, com estimados 30.000 votos pelo estado, Mário assume o cargo no Congresso Nacional e torna-se o primeiro Deputado Federal Indígena do Brasil[12] e até meados de 2018, com a eleição de Joenia Wapichana, foi o único.
Atuou no setor legislativo entre os anos 1983-1987. Seu discurso[13] de posse, em 19 de Abril de 1983, data comemorativa do então Dia do ‘Índio’ foi histórico, ao abordar a baixa escolarização das comunidades indígenas como projeto estatal para a não ocupação de cargos de liderança, a vontade do Regime Militar de prosseguir com a tutela, repressões realizadas por autoridades aos povos originários, denúncias ao então Presidente da República General João Baptista Figueiredo e criticismo à postura de violentação da FUNAI.
Após sua fala polêmica de queixa nos tempos ditatoriais, João Figueiredo solicita a cassação [14]do mandato do Deputado, que apenas recebe censura no Plenário e continua a exercer o cargo. Seu projeto referente a criação da Comissão Permanente do ‘Índio’[15], em decorrência da obsoleta Comissão do Interior foi protocolado em Março de 1983, com a justificativa da necessidade de um canal permanente na Câmara que seja receptivo de denúncias sobre assuntos indígenas.
Durante sua trajetória política, um momento emblemático para a veiculação midiática de Mário Juruna é referente às votações indiretas de 1985. No momento, as eleições presidenciais recebiam votos apenas dos Deputados e nesse processo, a dicotomia brasileira se dividia em um lado Paulo Maluf representando o Partido Democrático Social ( PDS ) e outro, Tancredo Neves, do Movimento Democrático Brasileiro (MDB).
Maluf, desconfiado dos resultados eleitorais, realiza um esquema de propinas parcelado em quatro recebimentos em troca do voto e negocia com Deputados alguns valores para a ação. Entre eles consta Mário Juruna, que recebe uma prestação e logo após denuncia a situação para a liderança partidária do PDT e retorna, durante uma convocação pessoal da imprensa, o dinheiro dentro de uma caixa de papelão[16]. No mesmo ano, por fim, apoiou no Colégio Eleitoral o candidato à presidência eleito Tancredo Neves, fazendo jus a cooperação aos movimentos políticos essenciais para a redemocratização em que atuou como As Diretas Já.
Juruna não foi reeleito, recebendo apenas 1/3 dos votos originais de sua posse. Mesmo assim, apesar de não estar atuando de modo institucional no momento histórico da Constituinte, é inegável sua contribuição prévia para as pautas indígenas na agenda oficial da Nação.
Em pareceria aos autores Antonio Hohlfeldt e Assis Hoffmann, Mário Juruna escreve o livro “ O gravador do Juruna”[17], publicado em 1984 pela editora Mercado Aberto. Com prefácio do antropólogo Darcy Ribeiro, de quem Mário foi grande amigo, a obra retrata momentos de destaque da vida política de Juruna além de contribuir significativamente para os debates antropológicos abordando temáticas do tipo “O papel da FUNAI”, “Integração: Salvação ou Morte?” e “A luta indígena: Resistência ou Suicídio?”. Escrito em múltiplos encontros dos co-autores, as páginas formam uma potência de personificação de um resiliente brasileiro para a distribuição às massas.
Entre 1990 e 1994 prestou serviço de assessoria na Diretoria Geral de Assistência da FUNAI. Nesse meio tempo deixou o cargo algumas vezes após o incômodo institucional das críticas de Juruna tecidas ao órgão, mas logo foi convidado pelo Presidente da Fundação, Sidney Possuelo, para retornar para sua função.
1.3- LEGADO IMATERIAL :
Padeceu no dia 17 de Julho de 2002 aos 58 anos devido a complicações da doença de Diabetes[18], condição que o deixou dependente de cadeira de rodas e internações frequentes nos seus últimos 3 anos de vida. Mário Juruna tinha 10 filhos, nos quais alguns ingressaram na vida política como Tsitsina Xavante[19] -líder e ativista integrante da Rede de Juventude Indígena (REJUIND) – e Onésimo Juruna[20] que em 2010 lançou candidatura para Deputado Federal pelo estado do Mato Grosso . O corpo do falecido Juruna encontra-se na aldeia Namunkurá.
Entre 2007 e 2008, por iniciativa de Diogo Amhó Juruna -primogênito do biografado-, é produzido um documentário de longa-metragem que conta a história e vivências do Ex-Deputado até chegar ao Plenário. A homenagem audiovisual “Jururã: o espírito da floresta[21]” circulou em inúmeros espaços institucionais , como a própria Câmara dos Deputados em sessões abertas ao público. Tal produção ganhou o prêmio na categoria de “União Latina” do Festival Trieste, na Itália, em 2008.
Pouco depois do vigésimo primeiro aniversário de falecimento, em 2023, Mário Juruna torna-se personagem de livro infanto-juvenil da coleção KARIRI[22], responsável pela elaboração de biografias indígenas em formato de ilustração para jovens, da editora Mostarda. A publicação é fruto da lei 11.645/2008, na qual torna obrigatório o ensino de comunidades tradicionais e negras a partir de material paradidático no Ensino Básico.
Ainda no domínio da educação, em 2026, Juruna é uma das figuras escolhidas pelo Instituto Socioambiental para fazer parte dos documentos investigativos do Kit Didático: “O protagonismo dos Povos Indígenas na luta por direitos[23]”, voltado às escolas como uma possibilidade de reconstruir a História do Movimento Indígena Brasileiro aos estudantes dos Anos Finais e Ensino Médio.
Embora não esteja em vida, Mário Juruna se mostra presente como sinônimo de força para gerações que começaram a se enxergar em espaços antes inimagináveis. Sua perpetuação é constante na possibilidade de luta com elementos do dia a dia, na persistência de ser ouvido e, principalmente, se fazer permanente numa Casa – como reflexo de uma Nação- dominada por preconceitos.
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS:
UM BRASILEIRO CHAMADO JURUNA. O Pasquim: Rio de Janeiro. 10 de Fevereiro de 1977. Disponível em: https://acervo.socioambiental.org/acervo/noticias/um-brasileiro-chamado-juruna. Acesso em 25/05/2026.
CAPOZZOLI, Ulisses. Juruna, Xavante (1943-2002) -Tributo a um chefe indígena. Diário de Cuiabá, 04 de Janeiro de 2003. Disponível em: https://www.diariodecuiaba.com.br/ilustrado/juruna-xavante-1943-2002-tributo-a-um-chefe-indigena/125932 . Acesso em 25/05/2026.
JURUNA CRITICA OS IRMÃOS VILLAS-BÔAS. Jornal O Globo: Rio de Janeiro. 09 de Agosto de 1983. Disponível em: https://acervo.socioambiental.org/acervo/noticias/juruna-critica-os-irmaos-villas-boas . Acesso em: 25/05/2026.
XAVANTES SEPULTAM CACIQUE APOENÃ E PREPARAM FESTA PARA O SUCESSOR. Jornal do Brasil: Rio de Janeiro. 01 de Maio de 1978. Disponível em: https://acervo.socioambiental.org/acervo/noticias/xavantes-sepultam-cacique-apoena-e-preparam-festa-para-o-sucessor . Acesso em 25/05/2026.
GOVERNO PEDE CASSAÇÃO DE JURUNA. Jornal Correio Braziliense: Brasília. 29 de Setembro de 1983. Disponível em: https://acervodigital.ufpr.br/handle/1884/66369?show=full . Acesso em 25/05/2026.
SANTILLI, Márcio. Juruna devolveu a grana do Maluf. Instituto Socioambiental, 2017. Disponível em: https://acervo.socioambiental.org/acervo/noticias/juruna-devolveu-grana-do-maluf . Acesso em: 25/05/2026.
MORRE O EX-DEPUTADO FEDERAL E LÍDER XAVANTE MÁRIO JURUNA. Folha de São Paulo: São Paulo. 17 de Julho de 2002. Disponível em: https://www1.folha.uol.com.br/folha/brasil/ult96u34751.shtml . Acesso em: 25/05/2026.
ALMEIDA, Herbert. Filho de Juruna assume o espólio do pai e vai ser candidato em MT. Jornal 24 Horas News. 05 de Maio de 2010. Disponível em: https://acervo.socioambiental.org/acervo/noticias/filho-de-juruna-assume-espolio-do-pai-e-vai-ser-candidato-em-mt . Acesso em: 25/05/2026.
OKUBO, Brenda; PRADO, Luma . Kit didático: O protagonismo dos povos indígenas na luta por direitos (1988–2024). Instituto Socioambiental, 2026.
JURUNA, Mário; HOFFMAN, Assis; HOHLFELDT, Antônio. O gravador do Juruna. Porto Alegre: Editora Mercado Aberto. 1984.
ORMANEZE, Fabiano. Juruna: Mário Juruna. Fabiano Ormaneze. São Paulo: Editora Mostarda. 2023.
GLOBO. Juruna. Globo Repórter. Entrevista de Ernesto Paglia. Globo Repórter, Rio de Janeiro, 29 de Março de 1984. Disponível em: https://globoplay.globo.com/v/2797711/ . Acesso em: 25/05/2026.
ÍNDIOS NO PODER. Direção e Roteiro: Rodrigo Arajeju. Florianópolis: 2015. 1 vídeo (21 min). Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=elDrJO2_1kg&pp=ygUPaW5kaW9zIG5vIHBvZGVy . Acesso em 25/05/2026.
JURURÃ: O ESPÍRITO DA FLORESTA. Direção e Produção: Armando Lacerda. Brasília: 2007 . 1 vídeo ( 86 min). Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=t6o0zMQBkOw&t=790s&pp=ygUGanVydXJh .Acesso em 25/05/2026.
NOTAS
[1] A marcha para o Oeste previu, durante o Estado Novo, a política integracionista. Ou seja, o desenvolvimento deveria se dar pelo contato e pacificação das comunidades tradicionais que habitavam o interior do País.
[2] Conferir mais sobre Maria Luísa em matéria “Um Brasileiro chamado Juruna”, publicado pelo Jornal O Pasquim, em 10 de Fevereiro de 1977.
[3] Indivíduos nos quais habitam e manejam terras sem necessariamente documentação comprobatória de posse. No direito, o que os respalda é o usucapião.
[4] Expedição sertanista que articulava o povoamento dos ‘interiores’.
[5] Leia mais sobre em: https://www.diariodecuiaba.com.br/ilustrado/juruna-xavante-1943-2002-tributo-a-um-chefe-indigena/125932 . Acesso em : 25/05/2026.
[6] Notícia na íntegra pelo Jornal O Globo, de título “Juruna critica os irmãos Villas Bôas”, publicado em 09 de Agosto de 1983.
[7] Disponível no Jornal do Brasil, “Xavantes sepultam cacique Apoenã e preparam festa para o sucessor” foi publicado em 01 de Maio de 1978.
[8] Ver mais em “O gravador de Juruna”, de Mário Juruna, Assis Hoffmann e Antônio Holhlfeldt. 1984.
[9] A fala de Mário Juruna sobre as proibições de encontros com outras etnias por parte da FUNAI consta em “Um Brasileiro chamado Juruna”, publicado pelo Jornal O Pasquim, em 10 de Fevereiro de 1977.
[10] A tutela dos povos indígenas no Brasil é um assunto sensível que perdurou em vivência por décadas. Iniciada no início do séc XX, com o Serviço de Proteção ao Índio (SPI) e continuado pela Fundação Nacional do ‘Índio’ – antes da reformulação de nomenclatura – (FUNAI), tudo aquilo que dizia respeito aos Povos Indígenas, como punições e autorizações, eram exclusivas do órgãos indigenistas. Assim, a ideia de menoridade e incapacidade indígena impediam um julgamento exterior às entidades e até mesmo a não possibilidade do ser indígena realizar suas próprias escolhas de pessoa física sem acompanhamento.
[11] É possível encontrar a perspectiva de Mário Juruna sobre o assunto na reportagem do Globo Repórter “Juruna”, por Ernesto Paglia, que foi ao ar em 29 de Março de 1984.
[12] A marchinha de carnaval “Depuíndio”(1983), de Vevé Calazans e Dito, na voz do intérprete Emílio Santiago expressa esse fato histórico na letra: “ ‘Índio’ foi eleito deputado/ Lá no Plenário tá botando pra quebrar/ Não cai na conversa do apito (…)”.
[13] Confira o discurso de Mário Juruna em 19 de Abril de 1983 no Arquivo da Câmara dos Deputados.
[14] Manchete “Governo pede cassação de Juruna”, publicado pelo Jornal Correio Braziliense em 29 de Setembro de 1983.
[15] Proposição de autoria disponível em : https://www.camara.leg.br/proposicoesWeb/fichadetramitacao?idProposicao=235044 . Acesso em 25/05/2026.
[16] Leia mais sobre em “Juruna devolveu a grana do Maluf”, de Márcio Santilli, publicado em 31 de Maio de 2017, no Acervo do Instituto Socioambiental (ISA).
[17] A obra completa está disponível para consulta pública na Biblioteca Digital Curt Nimuendajú. Para acessar: http://www.etnolinguistica.org/biblio:juruna-1982-gravador . Acesso em 25/05/2026.
[18] Veiculado pela Folha de São Paulo como “ Morre o ex-deputado federal e líder xavante Mário Juruna”, em 17 de Julho de 2002.
[19] Conheça mais sobre Tsitsina Xavante na produção audiovisual “ Tsitsina Xavante – Viver o Cerrado – Guardiãs da Floresta”, da Aurora Cinematográfica, em 2023.
[20] Publicado pelo Jornal 24 Horas News, “ Filho de Juruna assume espólio do pai e vai ser candidato em MT”, em 05 de Maio de 2010.
[21] Assista em: https://www.youtube.com/watch?v=t6o0zMQBkOw&t=784s . Acesso em 25/05/2026.
[22] Disponível para compra em: https://www.amazon.com.br/Juruna-M%C3%A1rio-Mario/dp/6588183836 . Acesso em 25/05/2026.
[23] Parte da seção “Hoje na história socioambiental”, o Kit didático “O protagonismo dos povos indígenas na luta por seus direitos”, do Instituto Socioambiental (ISA) pode ser encontrado em: https://acervo.socioambiental.org/acervo/documentos/kit-didatico-o-protagonismo-dos-povos-indigenas-na-luta-por-direitos-1988-2024 . Acesso em: 2505/2026.
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