biografia

Zé Martins

Autor(es): Mônica Ribeiro Moraes de Almeida
Categorias:Biografia, Etnias, Krenyê, Estado, Maranhão
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Aaruy,  Zé Martins

 

Aaruy, ou José Martins, foi um líder indígena Krenyê. É oriundo da região do médio rio Mearim, conhecida como Pedra do Salgado, onde atualmente localizam-se os municípios de Vitorino Freire e Bacabal, no estado do Maranhão. Sua história assemelha-se a de muitos outros Krenyê que fugiram da sua região para sobreviver.

Os Krenyê compõem, juntamente com os Ramkókamekra, Apániekra, Kr­ikati (ou Krikateye, etnômio utilizado por Nimuendajú), Pükob’gateyê’ e Krenyê (ou Krēyé, grafia utilizada pelo mesmo autor), Krahó, Apinayé e os Krepúmkateye um conjunto de povos falantes da língua Timbira, classificados por Nimuendaju (1946) como Timbiras orientais. Os Apinajé foram classificados comoTimbira ocidental. As línguas faladas por estes são povos foram classificadas no tronco linguístico Macro-Jê (RODRIGUES, 1986),

A partir do século XIX a região em que viviam os Krenyê foi sendo invadida tanto pela frente de expansão pastoril, quanto por imigrantes vindos de outras regiões do Nordeste, trazendo transtornos e doenças para o povo. Após muitas mortes, aconteceu a dispersão dos Krenyê, que deixaram seu território livre para a colonização.

Feliciana, mãe de Aaruy, junto com seu marido Martinzão e filhos, acompanhou o tio, João Catingueiro, na fuga da Pedra do Salgado em meio a uma epidemia de sarampo, ocorrida em meados de 1950.

Após passar um tempo entre os Krepumkateyê foram estabelecer morada junto aos Gavião Pükob’gateyê. Abrão, ancião Krepumkateyê, lembra a estadia de Aaruy, com os pais e irmãos, entre os Krepumkateyê (FUNAI, 2015).

Ele (Bastião) trouxe ela (Celinta), nova ainda. Trouxe ela pra cá. Aí ficaram aqui morando, ele era daqui. Aí depois veio o sogro, pai da Celinta, mais a mãe da Celinta, vieram também. Aí ela já morava aqui mais nós. Aí começaram também balerar pra aqui, pra acolá, trabalhando mais os branco mesmo também ao redor daqui. Mas de vez em quanto vinham também, chegavam aqui. É certo que com muitos tempos, muitos anos, aí desterraro, foram pra essas aldeias pra lá. Nem sei pra qual aldeia que eles foram. Não sei se foi pro Governador, pra esse… Governador e Krikati. É certo que desapareceram daqui, passaram foi tempo. Nós sabia da notícia deles. Olha, nome dele era Martim, esse que veio de lá dessa Mangueira que eu tô falando. E a mulher chamava Feliciana, que era mãe da Celinta. Aí veio Zé Martim, né? Ele era pregote. (Sr. Abrão Krepumkateyê)

De acordo com a fala de Abrão, Feliciana e seus familiares viveram algum tempo entre os Krepumkateyê, chegando a trabalhar para os não índios.

Andrea, filha de Aaruy com Noemia Gavião, fala sobre a chegada do seu pai na T. I Governador (ALMEIDA, 2017).

Na época que o meu pai [Aaruy] veio pra conviver com o povo Gavião, primeira aldeia que eles chegaram foi na aldeia Governador, que antigamente todos nós, povo Gavião, morava só nessa aldeia […] (ANDREA, agosto 2016, entrevista a mim concedida na aldeia Riachinho, T.I. Governador)

João Catingueiro, Feliciana e sua família saíram anos antes da retirada definitiva dos Krenyê da região da Pedra do Salgado. Não consegui precisar ao certo a data em que Aaruy chegou com seus pais à terra dos Gavião. Entretanto, tive acesso a um censo de 1968, realizado por Dolores Newton, que atesta a presença de João Catingueiro, Feliciana e sua família na Terra Governador, na aldeia Riachinho (ALMEIDA, 2017).

Vivendo de modo disperso e sem reivindicar o etnônimo Krenyê, este povo foi considerado extinto durante muito tempo. No início do século XXI, houve um processo de reorganização social do povo Krenyê e um movimento de luta por reconhecimento. Entretanto, anos antes Aaruy já havia tentado reunir seu povo Aaruy, que teve que sair, quando criança, de junto dos Krenyê, cresceu entre os Gavião Pükob’gateyê tornando-se figura importante para esse povo. Foi chefe de Posto Indígena, na aldeia Governador e participou de vários momentos importantes da vida do povo Gavião.

Sua filha, Andréa, moradora da aldeia Riachinho, Terra Indígena Governador, fala um pouco da atuação do seu pai dentro do povo Gavião (ALMEIDA, 2017).

Meu pai sempre foi uma grande liderança dentro do povo Gavião. O meu pai apesar de ser Krenyê e apesar de não ser Gavião, mas meu pai se preparou fora da aldeia, mas tudo que ele adquiriu não serviu só pra ele, mas sim para o povo Gavião. Então, meu pai tem história dentro do povo Gavião. Ele conseguiu muitos resultados para aldeia através de projetos no tempo do SPI [Serviço de Proteção ao Índio] que as coisas eram assim. Eu vou falar assim, era bem fácil de conseguir. Hoje não existe mais isso. Então naquele tempo meu pai foi o cacique dentro do Governador, também foi chefe de posto, trabalhou dentro da FUNAI, trabalhou com os Gavião, ali na Rubiácea, trabalhou também com os Guajajara, ali na região da lagoa comprida. Então meu pai tem história. Então, os Gavião tem recordações do que o José Martins fez que lutou pelo povo Gavião. Eu acho que do meu pai saiu sementes que até hoje tão se espalhando. (Andrea, entrevista a mim concedida em 2016 na aldeia Riachinho, TI Governador)

 

Celino, irmão de Aaruy, fala sobre a atuação de Aaruy dentro e fora da aldeia  

Zé Martins também, andando, sendo chefe do posto Xavante. Andava mais Maria Elisa que é antropóloga. Construiu o posto, ajudou no Governador puxar energia, construiu tudo, puxou tudo ali na Rubiácea ajudou aqui passou uns dias aqui e ajudou nesse ponto aqui.

Aaruy, viveu durante muito tempo na cidade, saiu da aldeia para estudar, e atribui aos missionários a ajuda para entender o “mundo dos brancos”.

Era só brincadeira, não fazia nada direito. Não sabia quase nada, nem falar direito. Antes dos missionários irem lá pra aldeia, nós não tinha instrução, porque nós não tinha boa explicação e nem os índios acreditavam. Então a ideia dos missionários irem lá. Eles ensinaram a seguir uma lei melhor e falar um pouco português e foi instruindo o índio. E como hoje eu mesmo dou graças deles terem ido pra lá,, que eles me instruíram um pouco, eu não sabia português (Aaruy depoimento feito em 1976 à Barata.) (BARATA, 1993, p. 124)

Após perder seus pais, Aaruy passou um tempo no município de Barra do Corda (MA), (permanecendo por dois anos) com sua irmã, momento em que “trabalhou em roça, carregava caminhão, vendia artesanato, tudo que podia para ganhar ‘um dinheirinho’” (BARATA, 1993, p. 124). Não se acostumando muito com essa vida e sentindo saudade dos parentes, retorna para a Terra Governador. Barata revela que, em conversa, Aaruy lhe afirmou ter ido à Belém para “trabalhar e estudar em cidade grande, queria aprender tudo que pudesse” (1993, p. 125). A autora afirma que, em Belém, Aaruy estudou e trabalhou em vários lugares. Fez curso primário, de datilografia e curso de técnico em enfermagem. Em 1978 trabalhou na Arte Índia, loja da FUNAI em Belém. Em fins da década de 1970, Aaruy trabalhava na sede da delegacia da FUNAI em Belém, no Pará, sob a chefia do Sr. Carlos Amaury Mota Azevedo, então delegado da 2ª DR (FUNAI).  Fez um curso de enfermagem no hospital Santa Casa de Misericórdia e trabalhou para a FUNAI como atendente de enfermagem.

Ter crescido entre os Pükob’gateyê e atuado politicamente junto a esse povo e as fortes relações estabelecidas com os Gavião parecem não ter sido suficiente para que Aaruy deixasse de buscar seu povo e informações sobre o seu lugar de origem.

A fala que segue é de Noemia Gavião, que foi esposa de Aaruy e mãe de uma de suas filhas, Andrea. Segundo Noemia, Aaruy, voltou à Pedra do Salgado, para saber informações sobre a terra do seu povo.

Ele sabia que tinha essa terra. Depois, quando foi pra lá, o cupen[2] já tinham tomado, como tirava. Quando ele voltou pra lá não tinha mais essa terra do bisavô, já tinham tomado. Ele lutou pra tirar cupen, mas não tirou. Disse que lá tinha pedra pra fazer não sei o que. Ele descobriu que só os brancos ricos que tomaram, esse terra foi nem os pobres.

Andrea diz considerar-se tanto Gavião quanto Krenyê e demonstra ser um legado que recebeu do seu pai. Revela que apoia a luta por direitos empreendida pelos Krenyê, pois esta é também uma luta sua, bem como do seu pai.

Então, até o momento eu só tenho que apoiar, porque eu também, eu sou daquele povo, o meu pai é do povo Krenyê e o meu pai foi criado dentro do povo Gavião, mas ele foi tão esperto que quando ele teve os filhos, as filhas não registrou nenhum como Gavião, porque acho que depois que ele cresceu, que ele conheceu o direito que ele tem, o direito do povo dele que ele tem, ele foi tão esperto que ele não registrou nenhum filho como povo Gavião. Mas nós fazemos parte tanto do povo Gavião quanto do povo Krenyê.

Aaruy foi não só atrás da “terra perdida”, mas também em busca de seus parentes. Conseguiu encontrar alguns que estavam morando na Terra Indígena Pindaré e trouxe-os para junto dele, na Terra Indígena Governador.

Foi ente que o meu primo chamou a gente, apareceu lá disse “Não, eu vou levar vocês pra aldeia do Governador”. A gente botou o pé e fumos. Nesse tempo a minha mãe era viva, aí levou a gente ficou lá. (FRANCISCO, fevereiro 2015, entrevista a mim concedida na aldeia São Francisco)

A fala de Sr. Francisco refere-se ao momento em que Aaruy, seu primo, foi buscar Balbina, mãe de Francisco, na Terra Indígena Pindaré. Este deslocamento deu-se no início da década de 1980 (ALMEIDA, 2017).

Permaneceram por pouco tempo na Terra Indígena Governador, pois houve um conflito envolvendo Aaruy e seus parentes que os obrigou deixar a Terra Indígena Governador.

O chico, meu irmão, mais o meu primo. Beberam aí os índios do Governador atiraram nele. Ai foi o tempo, por causa disso que nós saímos de lá. Que o Zé Pedro tirou nós que nós não podia morar lá. Se nós morasse lá, eles matavam nós. Aí seu Zé pedro tirou nós. (MARIA DE LOURDES, fevereiro de 2015, entrevista aldeia São Francisco)

É provável que este conflito tenha sido desencadeado pela implantação, por meio da Companhia Vale do Rio Doce (CVRD), de projetos de cunho desenvolvimentista como o “Projeto Ferro Carajás” e o “Programa Grande Carajás”, este último de exploração agropecuarista e industrial (OLIVEIRA, 2011). Tais projetos tiveram grande impactos sobre os povos indígenas em diferentes localidades, principalmente por conta de um convênio entre a CVRD e a FUNAI, através do qual seriam investidos recursos originados do Banco Mundial, da ordem de US$ 13.6 milhões, junto a povos indígenas no Maranhão, sudeste do Pará e norte de Goiás (atual Tocantins) que seriam afetadas pelo PFC (OLIVEIRA, 2011).

Oliveira (2011) aponta que este foi um momento de grande mobilização de lideranças indígenas que disputavam o controle de recursos.

“[…] o momento era de intensa mobilização de lideranças indígenas junto à sede da então 6ª Delegacia Regional da FUNAI, em São Luís, onde a disputa pelo controle desses recursos envolvendo agentes vinculados ao órgão tutelar, à CVRD – empresa responsável pelo repasse dos recursos do Convênio- e lideranças indígenas compunham um quadro de tensões e conflitos nesse campo indigenista (OLIVEIRA, 2011, p. 27, grifos do autor).

Tal configuração demonstra que o conflito que resultou na saída dos Krenyê da T.I Governador teve, em grande parte, influência de aspectos políticos e econômicos.     Quando houve o conflito, por volta de 1985, José Pedro, o então chefe de posto, funcionário da FUNAI, os tirou de lá. Os feridos, ele levou para um hospital em Imperatriz e os demais ficaram na aldeia Januária (Terra Indígena Pindaré) esperando a situação melhorar (ALMEIDA, 2017).

Segundo os Krenyê, Aaruy foi o responsável por conseguir reunir todos na Terra Indígena Rodeador. Assim, Terra Indígena Rodeador tornar-se-ia o local perfeito para esse recomeço Krenyê.

É, Zé Pedro era o chefe de posto. Aí Zé Pedro pegou nós, deixou nós na Januária. Aí veio embora pra Governador. Aí nós fiquemos lá. Quando nós cheguemos lá na Januária, quando foi no outro dia esse tal de Zé Índio chegou atrás de nós. Que disse que meu primo [Aaruy] já tinha arrumado uma terra. Que é o irmão dela aí [Francisca]. E ele já tinha arrumado mesmo. Aí nós vinhemos pra morar ali na Pedra Branca. Ali quem arrumou foi meu primo a Pedra Branca é dele. Ai nos vinhemos, era já, era mata ali na Pedra Branca, na Pedra Branca ali. Mata, mata mesmo. No tempo que meu primo levou nós. […] O povo da mulher dele [Aaruy], veio e levou meu primo de novo pra Governador. Aí eles não quiseram ficar lá. Por que diz que com medo, porque tinha onça ali na Pedra Branca. (MARIA DE LOURDES, fevereiro 2015, entrevista a mim concedida na aldeia São Francisco)

Nessa ocasião, a Rodeador que vinha sendo considerada “a terra dos Timbira” passa a ser “a terra de Aaruy”. Aaruy, segundo relatos, tinha grande articulação com a FUNAI e conseguiu transferir seus parentes para a Terra Indígena Rodeador. Celino relembra como foi o processo de transferência e coloca Aaruy como protagonista, relatando também a iniciativa de juntar todos em um mesmo lugar, não só os que estavam fugindo da Governador, por questões de conflito, mas também os que ainda moravam junto aos Tentehar. (ALMEIDA, 2017)

Ele [Aaruy] disse assim: “agora irmão tu fica aí que eu vou conseguir uma terra, que eu sei que a FUNAI comprou uma terra, o Rodeador perto dos Canela”. Falou pra mim: “Irmão se eu pegar lá na FUNAI o documento da terra aí se tu quiser ir mais nós vamos mudar pra lá, fazer nossa aldeia lá”. Aí ele foi pegou nós aí nós fomos. Eu fui até no Pindaré, chamei esses pessoal que tão falando aí, Riba, Riba veio do Pindaré, eu fui até lá. Eu andei isso tudo atrás do meu irmão, esse que morreu (CELINO, agosto 2016, em conversa na aldeia Riachinho, T. I Governador)

  1. Francisca, irmã de Aaruy, também relembra o episódio, destacando seu irmão como protagonista do processo. Relata que foi por intermédio dele, por conta de suas articulações com a FUNAI, que teriam conseguido um lugar para morar, a Terra Rodeador.

Aí nós chegamos aqui na barra e a FUNAI… O meu irmão já tava na FUNAI, o Zé Martins [Aaruy] aí pegou nós e nós fomos lá pra aldeia, pra esse Rodeador. Aí nós fiquemos lá morando […] FUNAI foi doou essa Terra que chama, bem aqui Rodeador pra ele. Aí nós tava no Governador ainda. Aí foi mandou buscar nós, disse mandou recado pra nós ir embora. Aí tava lá eu, elas aí tava lá o esse tal de Valdemar ele era pixote ainda e elas andando mais ele. Ai lá foi o Zé Pedro botou nós no carro nós fomos pela Santa Inês essas daí, aí o cumpade Riba tava lá, morando ainda na Santa Inês mais a família dele, aí essas mulher aí foram e ficou lá. Aí eu que vim só no carro pra cá, pro rumo do… e meu irmão também o Celino veio, nós dois. (FRANCISCA, fevereiro 2015, entrevista a mim concedida na aldeia São Francisco

Fundaram na Terra Indígena Rodeador a aldeia Pedra Branca, em referência a Pedra que existia na região de onde os Krenyê migraram. Esse processo deu-se na segunda metade do século XX, por volta de 1985.

Aaruy passou pouco tempo na Rodeador e voltou para junto dos Pükob’gateyê’. Francisca afirma que o retorno de seu irmão se deu por conta de um pedido de Damásio Gavião, que recorreu à ajuda de Aaruy para que o mesmo pudesse contribuir com alguns projetos que estavam sendo desenvolvidos na Terra Indígena Governador. Outros afirmam que ele retornou para a Terra Governador por conta da sua mulher Gavião.

Independentemente do motivo que levou Aaruy a retornar para a TI Governador, o resultado foi uma nova dispersão do povo Krenyê que não permaneceu na Terra Indígena Rodeador passando a viver em grupos dispersos em diferentes localidades.

A iniciativa de José Martins (Aaruy) de reunir os Krenyê em um mesmo lugar representou a primeira tentativa de reorganização social deste povo, após a saída da Pedra do Salgado.

Um novo movimento de reorganização social ocorreu anos depois, no início do século XXI, tomando a figura de Aaruy como uma referência política importante. O processo de reivindicação por direitos começou com o retorno para a Terra Indígena Rodeador e a reconstrução da aldeia Pedra Branca. No discurso proferido por muitos Krenyê, o direito de ocupar a Terra Rodeador está embasado na herança deixada por José Martins, segundo eles, o legítimo “dono da terra”.

 

Referências

ALMEIDA, Mônica Ribeiro Moraes de. “A GENTE VIVIA DE TRÁS DOS OUTROS”: processo de reorganização social Krenyê. Tese apresentada ao programa de pós-graduação em Ciências Sociais. São Luís: UFMA, 2017.

BARATA, Maria Helena. A Antropóloga entre Facções Políticas Indígenas: um drama do contato interétnico. Belém: Museu Paraense Emílio Goeldi. 1993.

BRASIL/ FUNAI. Ministério da Justiça. Fundação Nacional do Índio.  Relatório circunstanciado de constituição da reserva indígena Krenyê. ALMEIDA, Emerson Rubens Mesquita de (coord). Brasília, 2015.

NIMUENDAJÚ, Kurt.  The Eastern Timbira. University of California Press, 1946.

OLIVEIRA, Adalberto Luiz Rizzo de. Messianismo Canela: entre o indigenismo de Estado e as estratégias do desenvolvimento. São Luís: EDUFMA, 2011.

RODRIGUES, Aryon Dall’igna. Línguas brasileiras: para o conhecimento das línguas indígenas. São Paulo: Edições Loyola, 1986.

 

Notas

[1] Texto de Mônica Ribeiro Moraes de Almeida, Profa. Adjunto, Campus Grajaú, Universidade Federal do Maranhão

[2] Como os Timbira costumam chamar os de fora, ou os “brancos”.

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